Twitter como construtor de relações de confiança

Quando o Twitter foi lançado recebeu muitas críticas devido à sua aparente futilidade.

No entanto, e à medida que mais pessoas se registam e têm mais tempo para verdadeiramente experimentar a ferramenta, os críticos começam a questionar a sua opinião inicial.
Um exemplo é Clive Thompson. Num artigo que escreveu para a Wired Magazine, ele defende o Twitter.

Thompson sugere que o Twitter não vale pela sequência aleatória de mensagens que recebemos continuamente dos nossos amigos mas pelo agregado de mensagens que recebemos de cada um deles e que nos permite construir uma melhor imagem de quem são, do que gostam, e de como é a sua vida.

Twitter and other constant-contact media create social proprioception [(your body's ability to know where your limbs are)]. They give a group of people a sense of itself, making possible weird, fascinating feats of coordination.

Thompson diz ainda que ainda que o Twitter possa vir a ser substituído por uma nova ferramenta com funcionalidades semelhantes, o bichinho do Twitter está para ficar e irá influenciar as ferramentas sociais futuras.

Stephen Wellman partilha a mesma opinião. Ele vê este tipo de ferramentas como as futuras aplicações de presencing e ainda como úteis ferramentas corporativas.

Não posso comentar por experiência própria porque ainda não me registei no Twitter. No entanto, consigo perceber porque razão as opiniões começam a mudar em favor do Twitter e consigo perceber o potencial para comunicação instantânea e informal no contexto organizacional. Celebrar momentos importantes, falar de novos projectos, partilhar coisas-a-não-fazer importantes, e contar histórias, são tudo actividades que se podem tornar mais fáceis com o Twitter (ou outras aplicações semelhantes como o Pownce, por exemplo).

Para além disso, e porque acredito na importância da confiança e de um sentimento de pertença nas redes sociais (pessoais ou profissionais), consigo entender o ponto de vista de Thompson. Saber dos pequenos passos, dos pensamentos banais e das questões pertinentes de uma pessoa ajudam-nos a conhecer melhor essa pessoa. E essa é a essência de qualquer relação em que haja confiança.

E a fim de poder testar estas teorias, vou-me registar no Twitter… agora mesmo!

Ana Neves
é sócia-gerente da knowman - Consultadoria em Gestão, Lda, empresa através da qual presta apoio de consultadoria nas áreas de gestão de conhecimento, aprendizagem organizacional, mudança cultural e social media. Tem participado como oradora convidada em conferências e facilitado workshops em Portugal, Brasil e Inglaterra. Criou e mantem o KMOL. Perfil no LinkedIn No Twitter

2 comentários em “Twitter como construtor de relações de confiança

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