Análise de Redes Sociais sem Grandes Complicações

Sou uma fã da análise de redes sociais. Sou fã por várias razões.

  1. Porque é uma forma visual de mostrar a malha social de um grupo de pessoas
  2. Porque permite gerar um diálogo interessante em torno dos seus resultados
  3. Pelo processo que se segue até chegar aos mapas finais.

Já utilizei a análise de redes sociais em vários contextos e para vários fins. A experiência nem sempre tem produzido resultados positivos mas as experiências menos bem conseguidas são as que melhor me têm ajudado a amadurecer o meu conhecimento nesta área.

O levantamento de dados, faço-o através de questionários e de conversas complementares. Os mapas, crio-os usando uma ferramenta chamada Ucinet. Esta ferramenta está longe de ser ideal (a interface, por exemplo, é horrível) mas faz tudo o que preciso e muito mais e tem um custo muito reduzido.

Bem, isto tudo para dizer que hoje, graças a um post no blog associado ao Wikinomics, descobri uma ferramenta artesanal para a análise de redes sociais. Chama-se Net-Map e foi idealizada por Eva Schiffer, no âmbito do trabalho que teve de desenvolver junto de populações sem instrução primária em regiões desfavorecidas de África.

A ferramenta é criada com objectos do dia-a-dia e proporciona bem os três benefícios que eu, pessoalmente, encontro na análise de redes sociais acima descritos.

Complicações para quê?

9 comments

  1. Francisco Costa 26 Janeiro, 2009 at 16:17 Responder

    Olá!

    Ás vezes as melhores ferramentas são mesmo lápis e papel… além disso existe depois uns métodos de reunir, analisar, catalogar e tomar decisões.

    Recentemente fiz um pequeno apanhado de umas aulas de criatividade do mestrado que frequento.

    Pode ser que ajude: http://franciscocosta.com/criatividade/

    Cumprimentos,

    Francisco

    • Ana Neves 26 Janeiro, 2009 at 22:35 Responder

      Muito obrigada pelo link que nos deixou, Francisco. Como o seu site trabalho também prova, há muitas ferramentas bem simples que permitem alcançar resultados de grande qualidade. Lembro-me que, quando trabalhei na NHS Modernisation Agency, a equipa de Inovação recorria a ferramentas de criatividade bastante rudimentares (ainda que bem engenhosas) para conseguir obter o máximo de ideias antes de as conduzir pelo percurso de inovação. Lembro-me que uma das técnicas que eu mais gostava era a da “palavra aleatória” que consistia, simplesmente, em lançar uma palavra, tirada ao acaso do dicionário, para o meio de uma discussão de brainstorming.

      • Francisco Costa 27 Janeiro, 2009 at 11:33 Responder

        @Ana Neves

        Conheço essa técnica, penso que esse tipo de relação forçada apenas faz sentido como um último recurso, quando já não há mais tempo a perder e algo tem de ser feito!

  2. Clara Pelaez 31 Janeiro, 2009 at 00:05 Responder

    Olá, trabalho com redes sociais, desenvolvi meu próprio método, a Neurometria que é muito parecido com o método

    do net-map. Muito legal encontrar pessoas que trabalham com isso também! Meu site é o http://www.neuroredes.com.br

    Saudações

    Clara Pelaez Alvarez

  3. Márcio 9 Março, 2009 at 22:45 Responder

    Oi Ana. Estou engatinhando na ARS e no uso do UCINET, mas chego lá…

    Pode me dar sugestões ou enviar templates de como coletar dados para mapeamento de redes? Investigo influência de laços de parentesco dentro de redes sociais e aprendizagem organizacional, comprometimento etc.

    Só que travei nesta parte de como mapear as redes.. o que deve incluir nos meus questionários?

    Abraços.

    Márcio

    • Ana Neves 10 Março, 2009 at 23:30 Responder

      Márcio, as questões dependem inteiramente dos objectivos concretos da análise que pretende realizar. Pode explicar um pouco melhor quais os objectivos do trabalho que está a realizar?

      O formato de colecta de respostas também depende muito: depende do número de questões, do acesso e experiência que os respondentes têm a computadores e Internet, do número de respondentes… Eu já fiz destes questionários em papel, em ficheiros Excel, em Word.

      Já estive também envolvida num destes exercícios de ARS em que as questões foram colocadas directamente a cada um dos respondentes durante um pequeno encontro frente-a-frente. Posso dizer que desaconselho esta abordagem 🙂

  4. cesar 13 Julho, 2009 at 05:53 Responder

    Boa noite,

    estou fazendo uma pesquisa pro mestrado em administração, e achei na ars uma boa ferramento para mapear as relações dentro de uma “central de compras”, não encontrei aki na universidade alguem que ja tenha utilizado a ars e o unicet então comecei a ler tudo que encontrei sobre isso na internet, a maior parte da literatura é ingles e não encontrei nesta exemplos de questões.

    pretendo fazer um analise de redes totais, porém a rede tem 100 associados. como deve ficar o meu questionário, vou ter que colocar em cada pergunta os 100 associados para que o inquirido possa optar? estou com esta duvida cruel. ha vou usar a internet para eles responderem e poderei mandar o questionario por email. mas como fazer uma analise de redes totais com essa quantidade de atores? não vai ficar muito grande para o inquirido analisar cada pergunta expor o nome dos 100 associados? qual a alternativa?

    • Ana Neves 13 Julho, 2009 at 15:34 Responder

      César, obrigada pela sua interessante questão. Para lhe dar resposta, resolvi escrever um novo post que poderá encontra aqui. Espero que seja útil.

      Por favor, não se esqueça de ir partilhando connosco a sua experiência.

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