Se quer começar uma empresa... conte histórias

Um destes dias, pelo Twitter, chegou mais uma óptima sugestão (infelizmente já não sei de quem chegou para poder dar o crédito e o agradecimento merecido). A sugestão foi, na verdade, um link para um post do Fred Oliveira no Helloform sobre narrativas.

O post inclui uma interessante, simples e tão verdadeira frase de Gary Vaynerchuck sobre a capacidade de contar histórias ser uma das competências menos valorizadas no mundo dos negócios.

Para além disso, o post inclui um video maravilhoso onde, num espaço de 6 minutos, Doug Richard fala dos dois passos básicos no processo de assegurar investimento para uma empresa: conseguir o interesse dos investidores e, depois, conseguir o dinheiro deles. E se demora 6 minutos a falar destes passos, demora menos de 2 a exaltar a importância das histórias neste processo.

Depois do vídeo, vejam a transcrição e a tradução de algumas frases que considero chave e encontrem também algumas outras considerações e referências sobre o tópico das narrativas.

Durante esta sua curta apresentação, Doug Richards disse algumas frases dignas de registo. Nomeadamente:

"People live and understand the world by the stories we tell."

"When you tell a very good story (...) you are moving them from reasons to say 'no' to looking for reasons to say 'yes'." (2' 40'')

"When you're talking to an investor you're talking to someone who starts out disbelieving and you need to get them to suspend their disbelief and go on a fictional journey with you." (3')

O poder das narrativas com o propósito de inspirar, convencer e levar à acção, está bem descrito no livro "The Springboard" de Stephen Denning. No entanto, há várias outras formas de tirar partido das narrativas. E para isso vale a pena ler a entrevista com David Snowden e olhar o trabalho dele, bem como um post de David Wilcox sobre as narrativas na NHS em Inglaterra.

2 comments

  1. Ariana Amorim 7 Abril, 2010 at 14:47 Responder

    Ana, apreciei muito este post. Sou uma fã de histórias e, no contexto organizacional, da ferramenta das histórias digitais. Citou alguns autores estrangeiros que respeito muito e cujo trabalho tenho acompanhado. Aproveito para lhe deixar o nome de um português que tem feito muito por divulgar as histórias digitais: trata-se do José Sacavém. Pode saber mais sobre o que ele tem feito através da rede Linkdin.

    • Ana Neves 7 Abril, 2010 at 16:24 Responder

      Conheço, se bem que apenas superficialmente, o trabalho do José Sacavém na Multistorias e penso que merece ser referido neste contexto. Assim, muito obrigada pela pertinência do seu comentário, Ariana.

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