SCENT e "lurkers"

O Bill Ives tem estado, através do seu blog “Portals and KM” a partilhar as suas notas da conferência Enterprise 2.0 a ter lugar em Boston entre 14 e 17 deste mês.

Acabei agora de ler as notas que partilhou sobre a tarde do workshop Enterprise 2.0 Black Belt. Dei por mim a abanar a cabeça imensas vezes, contente por ver pessoas que respeito a ecoar várias das minhas convicções sobre comunidades e equipas de trabalho. No entanto, houve duas ideias sobre as quais fiquei com algumas dúvidas.

SCENT

Adorei o acrónimo “SCENT” sugerido por Luis Suarez. Site, Calendar, Events, News, Threads: as ferramentas necessárias para as comunidades. Pergunto-me se os espaços de colaboração, tipo wikis, estão incluídos nesta lista (talvez incluídos em Sites?). É porque o caracter informal da maior parte das comunidades está muito de acordo com a abordagem menos estruturada potenciada pelos wikis. Seria uma pena não os considerar como uma ferramenta importante para a vida das comunidades.

Estava a brincar com alguns conceitos / ferramentas, tentando criar um acrónimo interessante que englobe a minha perspectiva. Não estou 100% satisfeita mas... e que tal ACCENT?:

  • Activity - o log da actividade dos membros da comunidade
  • Co-editing - funcionalidade tipo wiki
  • Chat - conversa síncrona, não planeada, entre membros
  • Events - actividades planeadas e organizadas, síncronas ou não, que mantém o coração da comunidade a bater
  • News - informação relevante para a comunidade
  • Threads - a conversa que tem lugar em torno de artefactos criados pela comunidade e as cadeias que se criam com estes artefactos.

Lurkers

Devo dizer que não gosto da palavra “lurkers” para descrever os membros menos activos de uma comunidade. Tem uma conotação tão negativa... e, no entanto, alguns dos “lurkers” do KMOL têm sido pelas fundamentais do seu sucesso. Nunca deixam comentários, quase nunca me contactam, porém passam palavra sobre o KMOL das mais variadas formas (são professores que recomendam o site aos seus alunos, pessoas que encaminham a newsletter do KMOL para os seus colegas, etc.) Assim, os “lurkers” podem não estar a “lurk” como pensamos - podem estar incrivelmente envolvidos e a envolver outros da forma que mais lhes agrada.

O Luis também diz que os líderes das comunidades devem encorajar os “lurkers” a ser mais activos. Será que este encorajamento não pode parecer como uma tentativa, por parte dos líderes, de forçar os comportamentos que eles próprios prefeririam ver. Seria quase como pedir a todos os alunos para estudarem da mesma forma, ou a todos os colaboradores de uma empresa para trabalharem ao mesmo rítmo.

Luis, os meus comentários fazem sentido? O que pensa? E o que pensam as outras pessoas?

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