Social por dentro e por fora

Há algum tempo a Ana Silva chamou a minha atenção para um vídeo / apresentação do Lee Bryant. É sobre a necessidade de as organizações serem sociais por dentro e por fora: a forma de trabalhar das organizações tem de reflectir as características sociais que procuram quando investem em social media como forma de relacionamento com o exterior. “Social on the Outside needs Social Business on the Inside” é o título da apresentação. Dura 21 minutos: vale a pena ver até ao fim.

Não há muito que eu possa dizer. O Lee disse tudo (o facto de ter trabalhado com ele durante 2 anos e meio na Headshift deve ter-me deixado na mesma onda).

No entanto, gostaria de destacar a seguinte frase:

“[u]ntil we achieve some degree of socially calibrated organisation on the inside, if we are doing social media on the outside, then we are exposed and vulnerable, we probably will not transform the business and, in a sense, we are putting lipstick on a pig.”

Cada vez vejo mais organizações apostarem em social media, ou melhor será dizer, na sua visão redutora do que é social media: criam uma conta nalguns dos sites sociais mais populares, usam-nos como canais para débito de informação (uma alternativa engraçada às newsletters por email), e já está. Não prestam qualquer atenção à forma como internamente estão preparados (ou não) para dar resposta a esta nova forma de interacção. É como abrir uma loja e não ter ninguém para atender os clientes; ou como abrir uma loja, ter uma pessoa ao balcão e não ter processos para colocar produtos nas prateleiras.

De acordo com o Lee, é importante que as organizações avancem externamente e internamente, em paralelo. Na verdade, o feedback recebido e a pressão que o exterior (clientes, parceiros, etc.) colocam na organização pode ser a motivação necessária para acelerar o processo de mudança interna. No entanto, se, internamente, a organização não estiver já a criar “social business structures and processes that can support that kind of engagement activity” poucos resultados se vão obter.

2 comments

  1. AnaDataGirl 15 Junho, 2010 at 11:40 Responder

    Esta Ana Silva é tramada 🙂

    O slidecast é muito bom de facto, e o Lee chama a atenção para aspectos muito importantes, e tantas vezes negligenciados pelas empresas…