Ferramentas sociais de baixo custo para as organizações

A semana passada estive na primeira edição do Congreso de Empresa 2.0 y Social Business que teve lugar na bonita cidade de Sevilha. Na ocasião tive o privilégio de fazer uma apresentação sobre ferramentas de baixo custo para as organizações. A pedido de algumas pessoas, gostaria aqui de destacar algumas das ideias e as ferramentas que sugeri na altura.

A primeira ideia que pretendi passar foi a de que “baixo custo” pode significar coisas diferentes para organizações diferentes. Algumas organizações podem falar de baixo custo pensando no baixo investimento económico na aquisição da ferramenta; outras organizações poderão estar mais interessadas num baixo investimento em atividades de configuração da ferramenta escolhida; outras ainda poderão querer minimizar o investimento em formação; etc..

O baixo custo pode, assim, estar associado a:

  • compra da ferramenta
  • configuração inicial da mesma
  • manutenção
  • formação necessária para que os colaboradores a saibam usar
  • reação dos colaboradores (se resistirem demais e a ferramenta “falhar” a próxima tentativa terá um custo muito maior).

Assumindo que as pessoas estavam na sala mais interessadas no aspeto financeiro da aquisição da ferramenta propriamente dita, sugeri que seria possível encontrar ferramentas / plataformas sociais para as organizações a baixo custo considerando:

  • ferramentas gratuitas ou freemium (gratuitas até certos parâmetros)
  • ferramentas disponibilizadas na nuvem como serviço (SaaS)
  • ferramentas open source.

Dentro desta linha apresentei algumas sugestões:

Não pretendia ser uma lista exaustiva (aliás, nunca o poderia ser considerando a quantidade de opções no mercado) mas antes uma amostra do que é possível encontrar, tendo o cuidado de destacar pontos diferentes com todas elas.

A propósito da grande escolha de ferramentas no mercado, se está interessado em perceber o que verdadeiramente as distingue e de ver qual as que melhor se adequam à sua organização (ou melhor complementam as que já tem na sua organização), participe no Social Now. Um evento com um formato inovador, desenhado a pensar nas necessidades que reconheço nas organizações.

4 comments

  1. Valmir Duarte Costa 21 Maio, 2012 at 16:43 Responder

    Muito bem lembrado acerca das ferramentas, todavia o ponto principal é como mostrar aos empresarios como ganhar mais !

    • Ana Neves 24 Maio, 2012 at 21:39 Responder

      Não sei se percebo bem mas penso que está a querer dizer que há alguns empresários que ainda não percebem o valor que estas ferramentas podem ter nas organizações.

      Se for isso que está a sugerir, devo dizer que concordo plenamente. É incrível o número e a dimensão de algumas das empresas com que falo e que ainda não dispõem de ferramentas de colaboração. E muitas não as têm porque não sabem o que são ou porque não percebem bem que valor podem acrescentar.

      É importante passar a mensagem e ir partilhando experiências de empresas que já usam e que sentem os benefícios.

      Como é o caso da Câmara Municipal do Seixal que, mesmo ignorando todos os outros aspetos, vai conseguir grandes poupanças em papel porque desmaterializou o fluxo interno de aprovação. E como é que o fez? Com uma plataforma wiki que serve também de base para todo o trabalho colaborativo da organização.

  2. Cleon Espinoza 15 Março, 2013 at 12:09 Responder

    Uma pesquisa realizada anualmente pelo Centre for Learning & Performance Technologies vem ao encontro deste artigo. A pesquisa é realizada entre os profissionais de educação de todo mundo para eleger as “100 Melhores Ferramentas de Aprendizagem”. Ela acontece desde 2007 e em 2012 contou com a participação de 582 profissionais. A pesquisa completa está em http://c4lpt.co.uk/top100tools/