IA, GC e tomada de decisão
Esta semana li um artigo do Journal of Knowledge Management que relaciona a gestão de conhecimento, a inteligência artificial e a tomada de decisão.
O tema e a abordagem parecem-me tão relevantes que escrevi um post com um sumário e uma breve análise crítica ao artigo.
IA na saúde
Muito a propósito do artigo anterior…
O Alexandre Korowajczuk partilhou um artigo que fala de uma universidade chinesa que “inaugurou o primeiro hospital do mundo operado exclusivamente por agentes de inteligência artificial”.
O hospital 100% virtual “funciona como um simulador clínico completo, um ambiente digital onde médicos, enfermeiros e até pacientes são agentes de IA treinados para atuar, interagir, errar, aprender — e evoluir”.
O grande objetivo é validar a segurança e eficiência do “médico” de IA e colocá-lo ao lado dos profissionais médicos para apoiar o processo de diagnóstico e… tomada de decisão.
Nos comentários a esse artigo, deixei algumas questões relacionadas com o processo de validação das respostas dadas. Quem o faz? Que processo existe para o fazer? Quais os critérios: à luz do que sabemos ou acreditando que a IA conseguiu extrair mais conhecimento da base de informação a quem tem acesso?
E isto levou-me novamente a pensar numa questão que me preocupa e que já havia verbalizado aqui.
Dizem-nos que devemos manter o nosso espírito crítico e aplicar o nosso julgamento humano a tudo o que é produzido pela IA. Também nos dizem que a IA é uma fantástica ferramenta de aprendizagem. Mas a IA permanece uma caixa fechada. Como é que podemos aprender se não sabemos o seu “raciocínio”? E, se não conseguimos aprender enquanto coletivo, como podemos manter a nossa capacidade crítica sobre o que é produzido pela IA?
É que isto, francamente, faz-me pensar se é este o ponto de viragem, onde perdemos a nossa supremacia face às máquinas? Tal como quando os governantes desinvestem na educação para eliminar resistência, estaremos nós a criar sistemas que desgastam a nossa capacidade coletiva de pensar?
Mistérios de Agatha Christie
E se usássemos inteligência artificial para transformar num tutorial o conhecimento explícito registado e implícito que os colaboradores por vezes não sabem expressar?
A BBC criou um curso inovador que desvenda os mistérios por trás dos métodos de escrita da mais famosa autora de policiais de sempre. Intitulado BBC Maestro: The Mystery of Agatha Christie, o curso oferece uma viagem ao universo criativo da escritora.
A BBC colaborou com especialistas e familiares da autora e recorreu à inteligência artificial para analisar manuscritos e criar vídeos em que vemos e a ouvimos a “própria” Agatha Christie a ensinar técnicas de escrita, planeamento e construção de enredos.
Clique em baixo para ver o trailer e, se tiver curiosidade, clique aqui para ler sobre o curso ou ver o Making of.




