A tragédia dos “comuns”
John Stepper publicou recentemente um post com o título “The tragedy of (some) commons in New York City”. É um post fácil de ler que sumaria a inevitabilidade sugerida pelo conceito de “tragedy of the commons” de Garrett Hardin em 1968, contrapondo-a com a perspetiva de Elinor Ostrom que no seu livro Governing the Commons (1990) mostra que as comunidades se podem organizar para cocriar e manter o bem que querem ter.
John Stepper acrescenta que “It will require innovations in organizational structures and processes”. Eu concordo. Acredito que é possível fazer melhor. Acredito que as pessoas querem que seja melhor. Mas numa altura em que se fala da falta de tempo e da necessidade de guardar tempo para nós próprios, para refletir, pergunto-me se não será também importante começarmos a guardar tempo para podermos fazer alguma coisa para a comunidade, para o bem comum – seja esse bem comum o Central Park (o exemplo que o John dá), o nosso bairro, as nossas escolas, ou até a nossa democracia.
Cidadania 2.0
O Cidadania 2.0 é um site que criei em 2013 e que dá visibilidade, contexto e informação sobre projetos em língua portuguesa que utilizam a tecnologia como base para promover a participação e o diálogo dos cidadãos, ou que utilizam ou produzem dados abertos. Não o consigo manter com a mesma dinâmica de outros anos mas ainda é um poço de inspiração e recursos para a cidadania.
Comboios e Habitação
Um projeto que ainda não está no Cidadania 2.0 – mas que podia estar porque parece recorre a dados abertos – é o DesALojamento criado recentemente por João Bernardo Narciso. Um projeto de visualização de dados que oferece uma lente para a análise do tema da habitação em áreas urbanas.
Através de um post de Javier Araujo e graças a um comentário do Manuel Lima, descobri o site Chronotrains.com (que não está no Cidadania 2.0 porque não está em português).
Para além de achar o projeto fascinante (não imaginam as experiências que fiz!), de repente imaginei como seria fantástico e elucidativo ver como a informação e o conhecimento se propagam numa organização considerando a ligação entre pessoas, a periodicidade com que interagem e os canais usados, por exemplo. Não esquecendo o canal “fofoca”, claro!

A foto foi tirada por mim numa quinta urbana, comunitária em Berlim, Alemanha.







