Jogos Olímpicos de Inverno - Super-G

Deslizando. Com conhecimento

A minha grande sugestão de hoje é que se aproveitem o que resta dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. E, enquanto vibram com tudo aquilo, convido-vos a reparar em alguns pormenores que me são especialmente caros.

Curling

Gosto de ver curling. Conto os dias para os Jogos Olímpicos de Inverno quando posso deliciar-me com alguns dos jogos transmitidos na televisão.

O que é que eu gosto no curling? É um desporto muito lento que oferece uma pausa muito bem-vinda à loucura, à velocidade do dia-a-dia.

Por outro lado, é muito interessante ver as analogias que existem entre uma jogada de curling e a vida das organizações. Tal como nas organizações, a ação está a cargo de equipas. O sucesso de cada ação depende da execução de cada elemento mas também da comunicação constante entre todos.

Cada lançamento da pedra tem um objetivo (posicionamento ou deslocação de uma pedra adversária, por exemplo). Depois de a pedra ser lançada, os elementos da equipa varrem o gelo para criar as melhores condições possíveis para que o objetivo seja alcançado.

O objetivo é estabelecido e acordado em equipa, os membros da equipa sabem e desempenham o seu papel, comunicando continuamente para garantir que, a cada momento, a pedra caminha para o seu objetivo.

Objetivos comuns, prática, sintonia, comunicação e uma linguagem partilhada. Top!

Super-G

Começam lá no topo e deslizam rampa abaixo. Com velocidade e perícia, contornando obstáculos, fazendo acrobacias. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, são várias as provas deste tipo.

Este ano, para além de uma grande variedade de gráficos, com informação posicional e temporal, as estações de televisão abrem-nos uma janelinha para a comunicação que acontece nas equipas. De vez em quando, vemos uma mensagem enviada, partilhando informação preciosa com base na experiência de quem acabou a sua prova.

Isto é partilha de conhecimento e lições aprendidas em tempo real. Para ajudar a melhorar o desempenho – ali, no imediato.

Estou certa de que farão uma debrief completo mais tarde, que vão analisar as imagens e a influência que as condições ambientais e o equipamento tiveram no resultado, e tudo isso. Mas ali, naquele momento, o conhecimento que têm, se partilhado, pode fazer toda a diferença.

Empower KM

Por falar em gestão de conhecimento, não posso deixar de sugerir a conferência Empower KM. A sua agenda presencial pode ser mais difícil de aproveitar, mas a agenda virtual pode ser uma possibilidade. Ouvi dizer que vai lá estar uma oradora portuguesa a sugerir “Small Tweaks to Get Your Intranet to Shape a Knowledge-Sharing Culture”. Fica a sugestão.

Ana Neves apresenta na conferência Empower KM


Foto: O ecrã da minha televisão durante a transmissão de uma prova de Super-G nestes Jogos Olímpicos de Inverno.

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