A Culpa é do Computador - capa do texto

A Culpa é do Computador

Há um problema recorrente nas organizações: a falta de comunicação e/ou entendimento entre os vários departamentos. A comunicação com o departamento de Informática ou TIC, é um dos casos mais comuns do qual até já aqui falei.

Foi assim com agrado que li o livro “A Culpa é do Computador” no qual Carlos Costa tenta desvendar alguns dos truques da informática – desligar e voltar a ligar, por exemplo – e alguns conceitos que tendem a dificultar a comunicação entre a Gestão e a Informática.

Entre os vários temas abordados neste livro, estão a gestão da mudança, vírus informáticos, segurança e privacidade de dados, software open source e proprietário, certificação, etc..

Como não podia deixar de ser, o livro aborda também a questão da gestão de projectos: tanto do ponto de vista da gestão de projectos técnicos, como da utilização da tecnologia na gestão de projectos.

O livro termina com um glossário de termos usados no livro para que gestores e informáticos possam ficar com uma ideia dos conceitos e, dessa forma, aumentar a qualidade da sua comunicação.

É um livro pequeno (153 páginas), extremamente fácil de ler. Está escrito num tom muito ligeiro, com algum humor, e inclui muitas historinhas demonstrativas das ideias transmitidas. Tudo isto faz com que este livro se assemelhe aos “livros de aeroporto” que em Portugal são tão raros mas cujo volume de vendas no estrangeiro justifica o seu lugar nas prateleiras.

Consigo pensar em muitas pessoas que poderiam beneficiar grandemente de ler este trabalho.

A Culpa é do Computador - capa do textoSobre o livro:
A Culpa é do Computador
Carlos Costa. Lidel, Portugal. 2011.

16 comments

  1. Ana Neves 8 Novembro, 2011 at 16:34 Responder

    PASSATEMPO LIDEL

    Temos um exemplar deste livro para oferecer a quem deixar comentários nesta página até ao dia 10 de Dezembro. Será feito um sorteio com todos os comentários mas gostaríamos imenso que aqui partilhassem connosco histórias engraçadas que ilustrem as quebras de comunicação que por vezes ocorrem entre a Gestão e a Informática.

  2. Miguel Real 9 Novembro, 2011 at 11:23 Responder

    Sou profissional na área das TI e dou formação em informática ao nível do utilizador numa Universidade Sénior. Foi precisamente esta frase que um aluno me confrontou há poucos dias, no sentido de que os computadores são uma das grandes causas do desemprego. É evidente que a revolução proporcionada pelas tecnologias alteraram hábitos e métodos de trabalho mas não serão o único factor a ter em conta.

    O testemunho que eu queria deixar aqui, é que ao nível sénior, o computador e as ferramentas de comunicação, como o e-mail, chat, video, e ferramentas sociais onde o facebook leva larga vantagem, tornaram-se muito úteis. É com bastante frequência que vejo os meus alunos ligados no facebook, principalmente à noite (onde a solidão espreita), a combinarem encontros, a falarem de experiências vividas ou a contactarem familiares que estão noutras localidades e países.

    Por vezes parecem autenticas crianças a descobrirem um mundo totalmente novo. Quando se começa a formação da comunicação, por exemplo, via e-mail, é frequente ouvir-se, “isto é muito bom”, “já posso comunicar com a minha filha, ou com os meus netos”, “já entendo melhor o que eles falam ou dizem”, etc…

    Pouco tempo depois surgem as conversas sobre aquisições de computadores, como subscrever serviços de internet, etc…

    E engraçado, “a culpa é do computador”, mas passado pouco tempo é o melhor aliado.

  3. Carlos Costa 9 Novembro, 2011 at 14:58 Responder

    Este é realmente uma excelente descrição do meu livro. Parabéns Ana! Parabéns KMOL!

    Todos os contributos são ótimos (novo acordo ortográfico) para uma futura revisão.

    Outros depoimentos e informações mais detalhadas podem ser encontradas no meu blog: http://aculpaedocomputador.blogspot.com

    Votos das maiores felicidades para ti e para este excelente repositório de conhecimento.

    • Ana Neves 9 Novembro, 2011 at 15:12 Responder

      Obrigada Carlos.

      Já agora tenho de referir que o Carlos acabou de me enviar um email dizendo “coloquei um comentário mas … no sorteio … se eu ganhar … oferece por favor o livro ao 2º classificado, ok?”

      Assim farei. Ah, e já agora posso acrescentar que os meus comentários também não contam para efeitos deste sorteio. Queremos competições justas! 😉

  4. Luis Fernando Mauricio 9 Novembro, 2011 at 16:38 Responder

    É sem dúvida, O PROBLEMA! das organizações. Tema que me interessa há já muito tempo e abordei em vários artigos, referentes ao sistema educativo, em particular as escolas do ensino básico e secundário. É um autêntico desporto radical a utilização dos sistemas informáticos nas escolas e quando nós mais precisamos deles é que vão abaixo! É a lei de Murphy estúpido!!!…

  5. Ferdinand 13 Novembro, 2011 at 00:39 Responder

    As organizações precisam acordar!

    Não é pela economia em hardware, software e treinamento que podemos nos tornar mais espertos e produtivos que nossos concorrentes.

    O computador virou uma commodity, já não tem sentido dar acesso a lap tops apenas ao pessoal do comando.

    Outro dia ouví o comentário de um colega de trabalho, dizia: Há 2 décadas ficavamos encantados com os computadores no trabalho. E dizíamos gostaria de ter uma assim em casa!. Hoje é o contrário. Todos sem excessão gostariam de ter no trabalho a “máquina” que tem em casa.

    Por vezes penso que usamos automóveis como se fossem charretes (só para mostrar status), computadores como se fossem apenas máquinas de datilografia….Será esta apenas mais uma das minhas alucinações????

  6. Ferdinand 13 Novembro, 2011 at 09:42 Responder

    Imaginem receber a listagem de cursos disponíveis para empregados para o ano seguínte. Uma planilha enorme e impressionante(quase mil cursos!!!). Nunca podería imaginar que a oferta fossa tão vasta. Na carta de cobertura existe uma recomendação no mínimo bizarra. Algo como: Sr Coordenador/Supervisor, cuide para não exceder as horas gastas em treinamento com seus funcionários!!!!!

    Até então eu tinha a ilusão de que a política da empresa era manter seu pessoal no melhor nível de treinamento, como consta em nossas diretrizes.

    Sou ou não sou um empregado dado a alucinações…….

  7. Suzete 23 Novembro, 2011 at 17:26 Responder

    A resistência à mudança me parece um grande dificultador nas organizações. Algumas pessoas se fecham como conchas e daí… nada acontece.

  8. Luiz Francisco 24 Novembro, 2011 at 16:34 Responder

    Não concordo com as quebras de comunicação. O que existe é falta de responsabilização por parte de quem coordena. Por vezes o informático quer impôr os seus conhecimentos,que não estão integrados na gestão do negócio e o utilizador,pensa em transpor para a informática o seu trabalho, sem pensar em novos desenvolvimentos, pois pode pôr em causa o seu posto de trabalho. Neste contexto o coordenador tem que ter uma linha de orientação correcta, de forma a assumir o melhor das situações apresentadas. Em todas as situações, onde existem mais do que um interveniente o coordenador tem que assumir a responsabilidade.

  9. Ferdinand 24 Novembro, 2011 at 23:27 Responder

    Vejo a resistência à mudança mais como uma estratégia de autoproteção. Qualquer mudança é arriscada. A realidade é muito mais complexa do que queremos admitir. Nossos modelos mentais são pobres (de pouca granulação)e a linguagem é um meio fraco de transferência (elicitação) de cognição. Como concordar com uma mudança que não entendemos direito o que pode resultar? Se descobrires um meio de inequivocamente demonstrar a vantagem da mudança para as pessoas e para a organização, tudo se torna mais fácil. Mas há que se descobrir e usar esse meio. O único mais próximo que conheço é a “crise”. Quando não tens outra escolha aí a mudança é palatável.

  10. Ana Neves 14 Dezembro, 2011 at 10:55 Responder

    Foi hoje realizado o sorteio relativo ao PASSATEMPO LIDEL aqui anunciado. O número sorteado foi o 12 e o comentário número 12 é o do… Luiz Francisco.

    Muitos parabéns, Luiz!

    Irá receber um email solicitando a sua morada para envio do livro de oferta.

  11. Aline 16 Dezembro, 2011 at 02:45 Responder

    Encontrei informações sobre este livro por acaso e senti uma vontade enorme de “devorá-lo”. Uma pena que perdi o sorteio, pois este seria um dos meus melhores presentes de natal.

    • Ana Neves 16 Dezembro, 2011 at 10:51 Responder

      Aline, foi uma pena que tenha, realmente, falhado o sorteio. Sugiro que, para evitar que tal aconteça em próximas situações, subscreva a newsletter do KMOL para que receba as novidades por email.