Juventude perdida
“Estará esta juventude perdida?” é o título de mais um artigo da Joana Rita Sousa (de quem já aqui falei).
Ela parte da engraçada expressão “farmar aura“, atualmente muito popular junto dos jovens, para refletir sobre:
- a necessidade que todos temos de aprovação e criação de estatuto social – nos canais digitais ou não
- como os comportamentos devem ser observados e analisados sem nunca esquecer o seu contexto (algo tão, tão crítico no contexto da gestão de conhecimento)
- a importância de procurar entender e aceitar – ou pelo menos de não adotar uma postura automaticamente crítica.
Humanidade perdida
Nas conversas sobre inteligência artificial (IA) é normal ouvir-se dizer que, apesar de todos os avanços, nunca será possível que a IA venha a substituir o lado humano que só os humanos têm.
Paula Hornickel foi uma das vencedoras do World Press Photo 2026 pela forma como capturou, com a sua câmara, a interação entre robots e humanos em variados contextos. A WeTransfer decidiu dar a conhecer várias delas e ouvir esta fotógrafa alemã.
“Despite that neutrality in her motivation, Hornickel hopes a viewer will go away asking questions about robotics and artificial intelligence. ‘What relationships do we want with these technologies?’ she asks. ‘What role do we want them to play in our future? How much autonomy do we want to give them, and what social and ethical implications come with that? These robots exist within a capitalistic system. Who is making them, who owns them, who profits, and how? These are important questions.'”
Concordo. Estas são perguntas importantíssimas que merecem a nossa reflexão. Há também uma outra que me tem incomodado: dizemos que os robots não são capazes de humanidade e nós, humanos, somos? Se somos, porque sentem alguns a necessidade de usar robots e IA para combater a solidão? Se somos, porque usamos a IA para magoar e enganar? Alguém me pode explicar?
Para não se perder na sua cabeça
Nada melhor do que um mapa para não nos ajudar quando estamos perdidos ou não conseguimos encontrar alguma coisa: mesmo quando isso acontece na nossa própria cabeça.
Ravi Resck criou o Mundo Nômade, mundo tridimensional onde organizou todas as áreas de conhecimento da sua vida e transformou o seu segundo cérebro num mundo imersivo onde pode caminhar e que pode customizar.
“Quem diria que chegaríamos ao ponto em que podemos criar nossos próprios universos tridimensionais e conectar isso com nossas bases de conhecimento?”, escreve o hacktivista brasileiro.
Muito interessante olhar para esta experiência e ver como encaixa no contexto da gestão de conhecimento pessoal, e das intranets e bases de conhecimento organizacionais.
A imagem deste artigo foi extraída de um vídeo que mostra um pouco do Mundo Nômade, um mundo interativo criado com a ajuda da IA e que vai beber ao “segundo cérebro” do Ravi.



